Rastreios revelam números preocupantes

DPOC avança em Odivelas

Em Conferência de Imprensa a Câmara de Odivelas apresentou os números dos rastreios à Doença Pulmonar Obstrutiva Crónica realizados em Julho e Novembro deste ano, no qual participaram 745 munícipes o que torna Odivelas o concelho com mais pessoas rastreadas segundo o Vereador da Saúde, José Esteves.

Na conferência estiveram ainda Cristina Bárbara, Coordenadora do Projecto GOLD - Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Diesease, da Organização Mundial de Saúde e do Serviço de Pneumologia do Hospital Pulido Valente; Susana Simões, do Serviço de Pneumologia do Hospital Pulido Valente e Paula Ganchinho, Chefe da Divisão de Saúde e Prevenção das Toxicodependências da CMO.

Com estes rastreios, para além da detecção precoce da doença a CMO pretende também chamar a atenção para os perigos desta doença silenciosa que progride sem dar avisos e os sintomas tendem a ser desvalorizados. Nestes rastreios a maioria das pessoas sinalizadas não fazia a ideia que tinha a doença.

No rastreio de Julho a pessoa mais nova que participou tinha 18 anos e o mais idoso 83 anos e no de Novembro o mais novo tinha 17 anos e o mais idoso 86 anos.

Esta é uma doença incapacitante a longo prazo e estima-se que 75% dos doentes possam não estar ainda diagnosticados.

Calcula-se que em Portugal 5,42% da população entre os 35 e os 69 anos sofra de DPOC. A doença atinge mais os homens do que as mulheres devido ao maior número de homens que fumam. Com o aumento do número de fumadoras, espera-se no futuro que esta diferença se reduza. Anualmente morrem cerca de nove pessoas por 100.000 habitantes com DPOC.

Na grande maioria dos doentes a DPOC é causada pelo fumo dos cigarros. 10 a 15% dos fumadores vêm a sofrer de DPOC.

Algumas exposições profissionais também podem causar DPOC: fumos químicos, poeiras orgânicas e inorgânicas. Para os fumadores, a poluição atmosférica é um factor de agravamento.

A doença instala-se lenta e progressivamente, por isso muitas vezes o doente só recorre ao médico numa fase avançada da doença.

Para impedir que a doença se agrave é preciso deixar de fumar. Quem não o conseguir fazer sem ajuda, pode recorrer às consultas anti-tabágicas.

Sábado, 01 de Dezembro de 2007 - 14h00

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