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Espaço
da responsabilidade da Comissão Política
Concelhia de Odivelas do CDS/
Partido Popular |
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38 |
Ocidente,
Portugal e República |
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Luís
Miguel Costa |
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Sábado, 21
de Outubro de 2006 |
Não
é aos saltos que se sobe uma montanha, mas a passos lentos
São
Gregório Magno
Faz
hoje três semanas que foi publicado, aqui neste portal, um
artigo da minha autoria Quaestio
de veritate
Para quem leu,
certamente lamentará que, em apenas três semanas tenha
havido vários acontecimentos que me deram razão.
Contudo,
vou apenas dar dois exemplos:
1. O
Vaticano confirmou no dia 16 de Outubro de 2006 que, apesar da
tormenta político-religiosa causada por recentes
declarações sobre o islão, o Papa Bento XVI
visitará a Turquia, de 28 Novembro a 1 de Dezembro.
Ora
bem: todo o mundo soube que houve por parte da Santa Sé algum
receio da ida do Santo Padre à Turquia. Digam-me como é
que o Santo Padre pode ter, de alguma forma, receio de ir a um
país que pretende entrar para a União Europeia?
Há,
com certeza, algo que está mal... Ou a Turquia não
é europeia, ou a Europa não tem um
importantíssimo e valioso legado judaico-cristão...
2. Foi
noticiado no Jornal de Notícias de 15 de Outubro de 2006 um acontecimento
alarmante:
A
transportadora aérea British Airways proibiu uma empregada de
usar um crucifixo durante o serviço, noticiou ontem o jornal
Daily Mail.
Nadia
Eweida, 55 anos, que trabalha nos serviços de
facturação da companhia no aeroporto londrino de
Heathrow, foi enviada para casa em Setembro por se recusar a retirar
a cruz.
A
trabalhadora, que estava na companhia há sete anos, vai
proceder judicialmente contra o seu empregador por
discriminação religiosa, após ter sido suspensa
do emprego durante duas semanas por transgredir o código de
vestuário da companhia.
"Não
vou ocultar a minha crença em Jesus. A British Airways permite
às muçulmanas o uso de um lenço, aos sikh usarem
turbante e outros símbolos religiosos", disse.
"Só aos cristãos se proíbe exprimir a sua
fé. Sou uma empregada fiel e conscienciosa da British Airways,
mas defendo os direitos dos cidadãos", acrescentou
Eweida, filha de pai egípcio e mãe inglesa.
Aterrador, não?
Há
pouco mais de quinze dias comemorou-se o 96º aniversário
da Proclamação da República.
O
dia 5
de Outubro
é, de facto, uma daquelas datas que se destacam na
História de Portugal e que, sem dúvida alguma, devemos
lembrar. Ora vejamos:
-
5
de Outubro de 1143:
Afonso VII de Castela e Leão reconhece a já consumada
Independência de Portugal, firmada no Tratado
de Zamora.
Nesse dia, 5 de Outubro de 1143, perante o direito internacional, nasceu
Portugal.
Deste
modo, no dia 5 de Outubro de 2006, deveria, também, ter-se
comemorado o 863º aniversário de Portugal.
Contudo,
nem uma referência sequer. Portugal deverá ser dos
únicos, senão mesmo o único país no mundo
que não comemora a sua independência.
Os
acontecimentos que antecederam o 5 de Outubro de 1910 e os que
ocorreram no próprio dia, são desconhecidos por muitos portugueses.
Ao
investigar um pouco, poderá ficar surpreendido ao saber que o
Partido Republicano Português teve pouca influência na
Proclamação da República.
Gostava
que o leitor, por iniciativa própria, se informasse acerca de
uma instituição que é relativamente pouco
conhecida a
Carbonária.
Também conhecida como o Exército Secreto da República.
Achei
curioso quando ao ler o discurso do Presidente da República
na cerimónia das comemorações dos 96 anos da
República, discurso disponível na página oficial
da Presidência da República, li o seguinte:
Aproximamo-nos,
pois, do centenário da instauração do regime
republicano. Os poderes públicos irão comemorar essa
efeméride com um propósito um propósito
patriótico de unir os Portugueses em torno dos ideais e
do acervo de valores que constituem o legado da Primeira República.
Ora,
pergunto eu: qual
é o legado da Primeira República?
A
Primeira República foi o sistema político que sucedeu
ao Governo Provisório de Teófilo Braga, de
1910 a
1926. Instável devido a divergências internas entre os
mesmos republicanos que originaram a revolução de 5 de
Outubro 1910. Neste período de 16
anos
houve sete
Parlamentos,
oito
Presidentes da República
e cerca de cinquenta
governos.
É
este o legado da Primeira República?
Duas
notas finais acerca de dois assuntos distintos:
1. O
Parlamento Europeu aprovou no dia 12 de Outubro de 2006 um
relatório que propõem a proibição de
todos os combates de animais, mas rejeitando
o ponto sobre as Corridas de Toiros.
Por as considerar uma tradição de Portugal
e Espanha.
2. Um
ano e meio depois de ter assumido a maioria no Parlamento e à
terceira tentativa, o Partido Socialista conseguiu fazer aprovar a
proposta para a convocação de um referendo
ao Aborto. |