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da responsabilidade da Comissão Política
Concelhia de Odivelas do CDS/
Partido Popular |
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41 |
Portugueses
da Bola |
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Francisco Vieira |
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Quarta-feira, 06
de Dezembro de 2006 |
No
Passado lutou-se - de armas na mão - sempre para ser(mos)
independentes dos outros. Hoje, oferece-se - por uma bola de futebol?
- a nacionalidade portuguesa.
I
1
de Dezembro de 1640.
Um
grupo de nobres patriotas portugueses, conjura, na clandestinidade,
um plano para derrubar o representante real da magestade estrangeira
e reestabelecer a independência de Portugal, do jugo espanhol,
na pessoa de Filipe III (IV de Espanha).
2
de Dezembro de 2006.
Um
grupo de lunáticos portugueses pretende oferecer a
nacionalidade portuguesa a uma pessoa que é apenas conhecida
por algumas pessoas e por ter jeito para dar pontapés na bola.
Refiro-me, é claro, não a Deco que já teve a
nacionalidade oferecida, mas, a um tal "Pepe". Porque o
coitado só sendo português é que pode jogar na
"selecção portuguesa".
Há
366 anos, os conjurados da Restauração, como há
mais de 600 anos, o monge-guerreiro e Condestável do Reino,
saiu dos claustros para pegar em armas, tal como há mais de
850 anos o infante D. Afonso teve de lutar contra a sua mãe,
que grávida com uma irmã sua no ventre, abandona o pai
para se amancebar com dois irmãos galegos, lutou com outros
nobres fidalgos, do então Condado Portucalense, para
estabelecer um Reino, um Povo.
No
Passado lutou-se - de armas na mão - sempre para ser(mos)
independentes dos outros.
Hoje,
oferece-se - por uma bola de futebol? - a nacionalidade portuguesa.
II
Qualquer
visitante que escolha Portugal pode obter a nacionalidade portuguesa
e um livre acesso a um passaporte europeu, com a maior das
facilidades. Basta querer-se. Não é necessário
ser-se digno e merecedor. Digam o que disserem, a nacionalidade
continua em "em saldo"!
É
com frequência que se apodam os portugueses de
"racistas" e "xenófobos", mas, é
para esta terra que vêm e escolhem ter a nacionalidade, de um
país de que se queixam, mesmo quando não ficam nem
pretendem ficar por cá!
Portugal
pode e deve acolher os estrangeiros que nos visitam com urbanidade,
sem que isso deva necessária e imediatamente conceder uma
autorização e permanência de residência.
O
País tem de poder integrar quem esteja disposto a ser
integrado e não permitir quem não quer ser integrado. E
ser integrado significa fazer parte do que é nosso. E
não impôr modos e estilos de vida que não
têm nada a ver connosco, com a nossa cultura.
O
relativismo cultural - semente do multiculturalismo - é uma
forma indirecta de imposição de culturas
minoritárias, étnicas, muitas das vezes.
Apregoam-se
loas ao multiculturalismo, mas quando os portugueses de origem,
digamos assim, ou se quiserem os Euro-Portugueses, forem uma
minoria na sua sua própria terra, e não tiverem a quem
pedir ajuda, restar-lhes-á o exílio da sua ditosa pátria,
nas, muito felizes palavras de Lvis Vaz de Camões. |