
A Interrupção Voluntária da Gravidez é dos debates mais exaustivos que conheço, ninguém fica indiferente a esta problemática que afecta diversas pessoas. Fazem-se debates, sessões de esclarecimento, criam-se movimentos cívicos um dos quais a JS marca presença na sua criação “O Movimento de Jovens pelo Sim”.
A mudança que se pretende com este referendo é a alteração de uma lei que ao ser aprovada não vai obrigar ninguém a abortar, mas simplesmente permitir que cada um de acordo com a sua consciência possa decidir. A única opção que permite que essas consciências possam ser assumidas é o voto SIM no referendo.
Esta lei não é eficaz não pára o aborto clandestino, é pois prioritário dar resposta aos 20.000 abortos clandestinos que se realizam todos os anos.
O referendo do próximo dia 11 de Fevereiro vai ser decisivo para muitas mulheres que hoje são consideradas criminosas por optarem pela interrupção voluntária da gravidez. Para que não restem dúvidas a abstenção tem de ser combatida por todos independentemente do seu sentido de voto, de modo a que de uma vez por todas fiquemos esclarecidos.
Explanando algumas questões:
Quanto ao aborto se tornar um método contraceptivo.
Isso não vai acontecer pois o aborto é uma decisão dolorosa principalmente a nível psíquico, nenhuma mulher fica indiferente ou esquece que fez um aborto, é este um dos grandes motivos pelo qual a mulher não usará o aborto como meio contraceptivo.
A questão financeira
Já hoje quando a mulher opta por fazer um aborto não volta com a sua escolha atrás. Aqui há uma questão muito simples (muitas vezes até social) quem pode vai a Espanha, quem não pode, recorre ao aborto clandestino em Portugal.
Custos para o serviço nacional de saúde
Segundo estudos realizados o serviço nacional de saúde já tem custos com o aborto. Todos os anos dão entrada nos nossos hospitais 11.000 mulheres com sequelas do aborto clandestino e que têm que ser tratadas. Estes custos são 4 vezes superiores ao custo que se têm com a IVG após a aprovação da lei.
A mulher deve poder decidir, sem que seja considerada criminosa com penas de prisão até 3 anos, que não façam abortos em situações de degradação para qualquer ser humano (como por exemplo em vãos de escada).
Falo de condições de saúde pública e dignidade humana para realizar a IVG, com pessoal especializado.
Não podemos deixar que morram mais mulheres por não fazerem uma IVG sem condições.
Vamos deixar que a mulher tenha a liberdade de optar, sem represálias e combatendo assim o aborto clandestino.
Por tudo isto EU VOTO SIM NO REFERENDO
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Luís Sousa Martins
O aborto é na realidade, algo com que todos estamos contra, porque é na realidade algo de "mau", colocando as coisas de um modo simples... aliás, às vezes as pessoas depois de complicarem as questões perdem-se nelas próprias e deixam de ver o essencial.
É mau porque qualquer mulher que o realize, voluntária ou involuntariamente, e em regra, fica sempre com um trauma por o ter realizado. A questão então fica: Se é mau, porque havemos nós de o legalizar? É para suprir uma deficiência nossa de resolver os problemas com trabalho? Com apoio?
Todos os seres merecem viver, e não aceito que alguém decida sobre a vida de outrém, por mais razões que possa aduzir.
A vida é o bem superior que NÃO DEVE, em caso algum, ser colocada em perigo por qualquer pessoa, seja elas médicas, juízes, ou, como neste caso, mães!
02-02-07 - 14h00
Susana Santos Guerreiro
Também porque o aborto clandestino e sem condições de segurança é um problema que condena só as mulheres de fracos recursos, pois as outras fazem-no em Espanha, com as devidas condições e dentro da legalidade, eu também voto SIM!
25-01-07 - 07h00
David Ramos Martins
«Dar resposta aos 20.000 abortos clandestinos que se realizam todos os anos» - e o caminho certo é liberalizar?
E que tal se , em vez disso, o Governo se preocupasse em aplicar medidas de apoio às mães e aos pais?
A nossa liberdade acaba em nós mesmos. Não decidam a vida dos outros.
25-01-07 - 07h00
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