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Espaço
semanal, com publicação às terças-feiras,
da responsabilidade da Comissão Política Concelhia de
Odivelas do Partido Socialista |
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Comunicar
com qualidade é um dever! |
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Mário
Máximo
Membro do
Secretariado da Comissão Política do PS de Odivelas |
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Terça-feira, 18
de Julho de 2006 |
1.
Longe vão os tempos em que o acto de comunicar era logo
entendido como propaganda. Sobretudo se o emissor da
comunicação tinha responsabilidades públicas. De
facto houve tempos em que escrever um artigo ou emitir uma
opinião implicava encontrar filiação
político-ideológica. O expoente mais alto da
expressão "propaganda" foi, como todos sabem,
Goebbels. Os seus discursos, escritos ou falados, tinham como
intenção obter um resultado específico
anteriormente definido e, nunca por nunca, discutir ou abordar de
forma séria um dado assunto. Cada argumento era a cortina que
impedia o cidadão de encontrar o fio da realidade e que o
encaminhava para o descaminho da apologética.
2.
É verdade, infelizmente, que hoje a sociedade em geral lê
muito pouco. É também verdade que as pessoas andam
sempre a dizer que não têm tempo para nada. Muito menos
para ler. Quando muito olham para a televisão. Aí
são capazes de gastar diversas horas do seu ocupado dia.
Esquecendo que ficariam muito menos ocupados se se privassem dos
impulsos primários que os levam a perder tempo com programas
da mais baixa extracção cultural e cívica.
3.
A globalização e o seu instrumento operativo por
excelência (a Internet) vieram trazer novidades, grandes
novidades, no plano da comunicação. Os e-mails
substituem as demoradas cartas; os chats e, sobretudo, os blogues
criam a ilusão da proximidade do outro e a ilusão de
que todas as opiniões são importantes. Se
acrescentarmos a isto os telemóveis e as mensagens SMS
verificamos que não é mais possível viver ou
trabalhar sem disseminar informação de forma constante
e organizada.
4.
É no plano da organização da
informação que se torna mais relevante reflectir e,
posteriormente, actuar. Quando todos comunicam, porque têm
acesso facilitado aos meios de comunicação da
actualidade, é preciso saber encontrar o caminho certo para
que a mensagem que queremos transmitir chegue a quem deve chegar.
É preciso seleccionar a qualidade da emissão da
mensagem e é preciso seleccionar aqueles a quem a mensagem se
destina por sua própria natureza.
5.
Eu diria que para além disso é preciso encontrar o fio
estratégico da mensagem, isto é, na
comunicação moderna temos de respeitar o receptor da
mensagem. Com a universalização da
comunicação os cidadãos tornaram-se mais
esclarecidos e sabem que têm uma palavra a dizer.
6.
Aqui no concelho de Odivelas os poderes públicos têm de
saber trilhar esse caminho de abertura aos cidadãos em nome de
uma cidadania inclusiva. Sublinhe-se que a Câmara Municipal de
Odivelas tem feito um excelente esforço para chegar aos seus
munícipes. A todos os munícipes. A Revista Municipal
é disso um claro exemplo. Um exemplo de abrangência
(pois chega a todas as caixas de correio do concelho); um exemplo de
economia e respeito pelo ambiente (é, toda ela, confeccionada
em papel reciclável); um exemplo de diversidade (pois aborda
todos os temas relevantes para a autarquia); um exemplo de
comunicabilidade (pois está redigida e apresentada
graficamente de uma forma simples e agradável); um exemplo,
ainda, de oportunidade (pois apenas fala dos temas que têm
relevância e substância para o cidadão de Odivelas).
Mas não
é só com a Revista Municipal que a Câmara
Municipal de Odivelas tem marcado pontos. A Revista do PDM tem sido
outro excelente exemplo de divulgação e
comunicabilidade. O PDM de segunda geração é um
assunto fundamental para todos os munícipes e, por isso, exige
informação rigorosa e diálogo esclarecedor.
É, aliás, por isso que existe uma
exposição itinerante acerca do PDM.
Sente-se que a
actual Câmara Municipal de Odivelas tem uma política de
comunicação orientada para os assuntos que mais
respeito dizem ao cidadão do município. Os assuntos que
valem a pena debater, em nome do progresso do concelho de Odivelas. |