
No fim de semana de 14 e 15 de março três palcos do concelho de Odivelas receberam três representações apresentadas por grupos de teatro, nas freguesias de Caneças e de Odivelas, no âmbito da iniciativa municipal “Mês do Teatro”.
No sábado à tarde o Espaço Multicultural e Artístico de Caneças recebeu “A Última Estação” pelo Grupo de Teatro Anzol Castiço.

No sábado à noite o Teatro chegou à Sociedade Musical e Desportiva de Caneças com a “Atores Mal-Empregados” pelo Companhia “Os Estarolas”, desta centenária coletividade.

Na tarde de domingo o Mês do Teatro viajou para Odivelas onde o Grupo de Teatro da Sociedade Musical Odivelense apresentou, na sua sede, “Luz de Todas as Cores.

As próximas, e últimas peças do Mês do Teatro
Nó próximo sim de semana a Mês do Teatro continua com a apresentação das três últimas peças do evento.
“A Casa das Bonecas” no Polivalente de Odivelas
Na noite de sábado o teatro continua em Odivelas, desta vez no Pavilhão Polivalente, onde o Teatro da Memória, da Associação Esquerda Alta, apresenta, às 21h30, a peça “A Casa das Bonesas”. M/14.
Sinopse:
Uma passarela vermelha onde desfilam, frente aos espectadores, mulheres usurpadas de algo seu, das suas artes e descobertas e mesmo das suas vidas, por homens que lhes são próximos, é o cenário deste palco da vida real.
Neste peculiar desfile, a criatividade de um estilista prepotente – Don Dmitry coloca personagens históricas femininas a desfilar vestindo trajes masculinos, num plano tirano de tentativa de subversão e exploração das suas narrativas, com a missão de apagar as suas vozes e as suas contribuições autênticas.
Estas mulheres, que retratam diferentes épocas e contextos culturais, representam um percurso de luta e resistência: Joana d’Arc sacrifica a sua
vida pela fé; Artemísia Gentileschi revive o trauma da violência e a provação de ser reconhecida como artista; Soror Mariana Alcoforado manifesta a perda de sua liberdade emocional; Nettie Stevens expõe a sua descoberta genética apossada e Azucena Villaflor de Vicenti luta pela justiça dos desaparecidos durante a ditadura argentina.
No desfile que avança, as personagens resistem, despem os trajes masculinos e voltam a vestir os seus próprios fatos, símbolos das suas verdadeiras identidades. Num mundo que frequentemente tenta silenciar as vozes femininas, desafia-se o público a refletir as muitas maneiras pelas quais as histórias das mulheres são moldadas, apagadas e distorcidas.
Desafiando-se sobretudo a celebração da resistência contínua das mulheres em afirmar as suas verdadeiras identidades.
“As Manhas da Raposa Zurrinha” na Junta da Pontinha
Na manhã de domingo, 22 de março, às 11h00, o teatro chega à freguesia da Pontinha, com a Associação Cultural Anzol Castiço a apresentar a peça infantil “A Manhas da Raposa Zurrinha” no Salão Nobre da União das Freguesias de Pontinha e Famões. M/3
Sinopse
A aventura da Zurrinha ensina que ser esperto é bom… mas abusar das manhas pode dar asneira da grossa! A raposinha descobre que, quando tentamos enganar toda a gente, acabamos nós próprios a cair em buracos, armadilhas e sarilhos que nem imaginámos.
Ela aprende também que a floresta fica muito mais divertida quando usamos a cabeça e o coração: pensar antes de agir, ajudar quem precisa e saber quando é hora de parar com os truques. Porque, no fim, a melhor manha de todas é ser amigo, responsável e ter coragem para fazer o que é certo — mesmo que isso não dê tanta fama como uma boa partida!
“Camões TELL ALL” na Secundária de Odivelas
No domingo à noite o Teatro volta a Odivelas, com o Teatro Experimental de Odivelas da We4, a apresentar, às 17h00 a peça “Camões TELL ALL” no Auditório da Escola Secundária de Odivelas. M/12.
Sinopse
Entrevista ao poeta com convidados contemporâneos do mesmo; alguns acusatórios que dão ao personagem a oportunidade de se defender, mas também muitos admiradores que enfatizam o lado humano, jocoso e sedutor do homem por detrás do mito. Pretende-se humanizar Camões e não o ver como um preso.








