Queridos Leitores de Saudades Recíprocas, nos últimos tempos têm acontecido tantos acontecimentos que, acontece eu não saber o que escolher, para vos discorrer.
Temos um novo Papa que, embora não sendo novo, é mais novo do que eu.
Dele se diz que fala diversas línguas, até o Português.
Isso, também eu.
Aquando do Conclave para a sua eleição, ouvi na TV que Portugal tinha quatro cardeais “papáveis”.
Perigosa Língua, a nossa.
Este termo aplico-o às senhoras bonitas, com todo o respeito.
Nascido em setembro é, tal como eu, virgem de signo. Pelo menos.
Também decidiu ser Leão, já com esta idade.
Pois eu sou-o desde que nasci, por ordem do meu pai, que até fumava da marca Sporting.
E fui sócio até ser preciso pagar cotas. Aí, o meu pai achou que era mais importante pôr comida na mesa, porque o dinheiro era pouco.
Mais tarde, já com o meu dinheiro, voltei a ser sócio, e já ultrapassei os quarenta anos de fidelidade à causa.
Por falar em causa, parece que foi por causa de “Nuestros Hermanos” que ficámos sem energia elétrica durante algum tempo, naquilo a que se convencionou chamar de “O Apagão”.
O que me permite modificar o velho ditado que diz que “de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”, acrescentando, “nem boa energia”.
Um dos nossos “responsáveis” veio às televisões dizer que é mais barato comprar energia a Espanha do que produzi-la.
Fico estupefato.
Quem acompanha os meus escritos sabe que tenho casa de família na Aldeia de Fratel, situada oito quilómetros a Norte da barragem, de que ganhou o nome, que produz energia elétrica. Mas o Fratel esteve sem energia elétrica.
Podemos concluir que a dona Eletricidade apenas segue o curso do rio que a fez, como não se libertando do cordão umbilical.
Ele há gente assim.
Veja-se o tal dirigente da Rússia. Continua a ser filho de Putin.
A esse é que devia cair-lhe em cima um…
Apagão
Maldito este apagão,
Nunca tal se viu “nastória”,
Que vem lá do país irmão,
E me deixa sem memória.
Queria lembrar-me de ti,
Que já há muito não via;
Esforcei-me, não consegui,
Pois faltou-me energia.
Malfadada consequência
Desta civilização;
Nem o avanço da ciência,
Resistiu ao apagão.
Felizes são aqueles povos,
Que se juntam nas fogueiras;
Sejam eles velhos ou novos,
Se não faltarem madeiras.
Por cá bastou não sei quê,
Para toda a gente ver,
Que no escuro não se vê,
E só os cegos vão ler.
O adágio da semana é:” Em terra de apagão, manda quem tem lampião”.
Sem clubismo.
P.S. – Este episódio está muito desatualizado. Mil perdões, vos peço.








