Depois de uma excelente noite de sono, despertar cedo porque hoje é dia do maior percurso que iremos fazer nesta viagem. Vidoy, Bordoy e ainda uma que não estava planeada, mas que apesar de pequena deverá ser uma excelente surpresa – Kunoy.
Pequenas paragens pelo percurso, a aproveitar os intervalos que o mau tempo da manhã nos ia permitindo. Apesar das boas previsões, a manhã presenteou-nos com chuva, vento e nevoeiro nos pontos altos. Daqui virá a obrigatoriedade no país de se circular de automóvel sempre com os médios ligados. Paragem também num supermercado BONUS para comprar a merenda para o almoço, que irá ser desfrutado num qualquer local paradisíaco.

Passagens por muitos túneis, uns bons, e pagos, outros grátis com 2 vias e uns que pareciam um buraco de toupeira, só com uma via. E assim conseguimos atingir o primeiro objetivo da manhã. Pelo caminho foi uma autêntica overdose de beleza natural e pequenos vilarejos, com as suas tradicionais casas de madeira, muitas delas ainda com os telhados de relva. Já que falámos de túneis bons e pagos, os submarinos, que ligam ilhas, têm um sistema curioso de pagamento destas passagens. Ou estamos inscritos num site, que vai descarregando o valor em cartão de crédito, ou, no nosso caso, com viatura de aluguer, o valor é descontado na caução que deixámos. Não são baratos. Valores por passagem que variam entre 13 e 26 €.

Nota-se que a pesca e a transformação dos seus produtos, tem aqui um peso económico brutal. Dezenas de portos albergam centenas de barcos, e nos fiordes, criam-se peixes em cercados, principalmente salmão. Onde não há água salgada, há água doce, muita cor verde e ovelhas. Muitas mesmo. É outra atividade com peso na economia local.

Finalmente chegámos à Ilha de Vidoy, através da ponte Hvannasund, que liga duas ilhas. Fomos visitar a vila de Vidareidi, o ponto mais setentrional da ilha, com vistas para o mar aberto do Atlântico Norte. A Igreja destaca-se na paisagem, e dá um excelente ponto fotográfico. As casas coloridas e tradicionais, pintalgam a paisagem, criando um charme único.

A segunda localidade da ilha é Hvannasund, mais a sul, e onde está a ponte que liga à ilha vizinha de Bordoy. É também pequena e muito charmosa, com as casas coloridas, tão típicas desta região. A tranquilidade é absolutamente fantástica, só se vendo algum movimento no porto de pesca. Junto à igreja, e num local lindíssimo, aproveitámos para comer o nosso “repasto” comprado anteriormente. Mas, repentinamente a tranquilidade foi interrompida, e a Ana correu “perigo de vida”, quando duas gaivinas “furiosas” defenderam corajosamente duas crias em época de aprendizagem a voar. “Terríveis” voos picados, restabeleceram a ordem no local.

De regresso à ilha de Bordoy, as cascatas vão surgindo com muita frequência, criando movimento a uma paisagem crua de rocha. Turistas vêem-se muitos poucos, faroenses idem. Polícias ainda não vimos nenhum. Nem vimos também alguma necessidade de haver. Esta sociedade está excelentemente bem organizada, com um excelente nível de vida, pelo que a criminalidade tem uma taxa extremamente baixa. Notámos que a maior parte dos novos casais têm mais do que um filho.
A paisagem desta ilha continua a surpreender a cada curva, e as paragens vão sendo bastantes. Uma road trip fotográfica pela ilha muito interessante. Paragem em Klaksvik, a segunda maior cidade do arquipélago, onde o sol já brilhava e deu para estar de t-shirt. Nessa noite iria haver concerto com os Europe, que por aqui ainda mexem. Quem não se lembra do Final Countdown…

Tempo ainda de visitar a ilha de Kunoy, porque no verão os dias são bem longos. Um ilha lindíssima, e a perdição dos fotógrafos, com paisagens de cortar a respiração, quer da ilha, quer das ilhas vizinhas. A ligação com a ilha de Bordoy faz-se por uma ponte de aterro, já que a distância é pouca. Para se chegar à parte da ilha povoada, um pequeno túnel, toscamente escavado na montanha e sem iluminação. É a única ligação. Apenas com um sentido, tem algumas escapatórias para cruzamento de carros. A vila é maravilhosa, e a visita merece a pena.

Regresso ao nosso alojamento, com mais paragens pelo caminho como seria de esperar. Mais uma paragem no BONUS para reabastecimento de Toffee Crisp. Os restaurantes, os poucos que existem, funcionam só de tarde, das 17H00 às 21H00.
Por sorte demos com uma rouloutte de Fish and Chips, que nos souberam pela vida. Um peixe absolutamente maravilhoso. Já fizemos sucesso no hostel com este manjar. Amanhã haverá de certeza mais clientes na food truck.
As previsões meteorológicas indicam bom tempo e amanhã será mais um dia de descoberta, na tentativa de chegar a algum cantinho ainda pouco mencionado. Já tivemos aqui uma dica de um local onde as baleias andam junto à costa, que incluímos de imediato na rota.









