Creta dia 5
Dia de Natal, e saída de manhã cedo, para explorar a parte oeste da ilha. Afinal há muita coisa aberta, e foi fácil tomar o pequeno-almoço. Primeira paragem na Igreja de São João Divino, em Kissamos, templo escavado numa rocha. Tem ao lado uma gruta onde estão vários ícones religiosos, e muitos elásticos de cabelo, que não conseguimos perceber o porquê. Muitas vezes os crentes oferecem um pequeno objeto ligado a si. Pode ser essa a explicação.

E continuamos caminho por lindas estradas de montanha, onde encontramos de tudo um pouco, desde paisagens de tirar o fôlego, muitas cabras e hoje também alguns burros. Entre as centenas de curvas, dezenas de paragens para tirar fotos e admirar a beleza natural que se apresenta diante dos nossos olhos.

Finalmente chegamos ao objetivo da manhã, a Praia de Elafonisi, uma das mais famosas e impressionantes da ilha, pela sua beleza única e águas rasas cor de turquesa. A sua areia é branca e rosa, sendo que o rosado provém de fragmentos de conchas e corais. Neste período do ano, estava praticamente deserta, e o ambiente estava muito tranquilo e agradável. O dia estava lindo, com uma temperatura de 24 graus e a água deveria estar bem agradável. Algumas famílias chegavam, carregadas de “petiscos” para passar o dia de Natal, num local bem aprazível.

Um simpático gato foi acompanhar-nos pelo passeio no areal, e deliciava-se com as festas durante as paragens que íamos fazendo. No regresso, um cão ainda cachorro, foi-se meter com ele, e o gato valentemente ripostou. Iniciaram uma longa corrida até à árvore mais próxima, e o cão perdeu.

No regresso ao parque de estacionamento mais de uma dezena de gatos nos aguardava. Mais uns sticks. Os gatos abundam por toda a ilha e são bem tratados por toda a população. Certamente por influência bizantina, veneziana e otomana, os gatos são bem-vindos em todo o lado. Os gregos criaram a tradição de respeitar e cuidar dos gatos, que maioritariamente são de rua. Atualmente fazem parte da “paisagem” das ilhas gregas.
O regresso a Chania fez-se por uma estrada mais rápida, e a tarde foi passada a conhecer a cidade, que tem uma história riquíssima. Foi um icónico porto veneziano, e sente-se na sua labiríntica cidade velha, a mistura de culturas que a compõem.

Tem um dos faróis mais antigos do mediterrâneo ainda de pé, e as antigas casas de mercadores que envolvem o porto, dão um colorido à paisagem muito interessante.
O jantar foi num restaurante local, onde uma dose dava para duas pessoas. Descobrimos perto uma igreja católica, que aproveitámos para visitar. Cá fora, uma artista de rua local, “brincava” com o fogo. Visitámos também a Igreja Ortodoxa, do outro lado da rua, onde acendemos mais uma vela. Não conseguimos ainda assistir a uma missa ortodoxa.

Grécia – Creta dia 6
Penúltimo dia de viagem em Creta. A estrada que seguimos, junto à costa, mostrava um mar muito tranquilo, como se de um espelho se tratasse. As praias, com águas completamente transparentes, pediam um mergulho. Um início de dia em beleza. Saímos da costa e voltámos para as montanhas, para a primeira visita do dia, o Mosteiro de Arkadi. Nos picos mais altos, vimos que a neve já se instalou, sendo que temos na costa, uns agradáveis 18 graus.

Este mosteiro é um dos monumentos históricos mais importantes de Creta, e é um símbolo de resistência e sacrifício, durante a luta contra a ocupação otomana. Em 1866, durante a grande revolta da ilha contra os otomanos, o mosteiro foi cercado pelas forças turcas. Inicialmente foram repelidos, mas conseguiram no dia seguinte entrar no espaço. Os defensores, militarmente inferiores, para evitar a captura e escravidão, detonaram o paiol de pólvora, causando uma enorme explosão, e provocando a sua morte assim como a de muitos turcos. Este ato heroico, tornou-se símbolo da luta de Creta por liberdade. O paiol nunca foi reconstruído, para manter viva a história, e assim mostrar a coragem, a resistência e o sacrifício do povo cretense, às gerações vindouras.

Aproveitámos uma deliciosa sombra junto ao mosteiro, para almoçar o que comprámos numa padaria/pastelaria, onde tudo tinha um aspeto delicioso!
Próximo destino, a antiga cidade de Eleuterna, um sítio arqueológico fascinante. Esta cidade foi fundada no período minoico – 1200 a.C. – e esteve ocupada até ao século VII, época bizantina. Era uma cidade-estado independente. O local é enorme e demora algumas horas a visita completa. Fizemos a visita apenas a uma parte do complexo. Infelizmente o museu que contém o espólio das escavações está encerrado, devido ao período natalício.

Visitámos a aldeia tradicional de Margarites, em plena montanha, conhecida por ser um dos maiores centros de cerâmica e olaria tradicional da Grécia. A tradição de trabalhar a cerâmica, de acordo com estudos históricos, iniciou-se no período minoico, continuando ao longo dos séculos, até hoje. Visita também à antiga igreja de São João Evangelista, do século XIV.
Já de novo junto ao mar, no porto de numa pequena localidade, uma ninhada de 4 pequenos “modelos” de gatos, proporcionou-nos uma sessão fotográfica maravilhosa. Um dos momentos altos do dia. E ficámos sem guloseimas.

Chegámos ao destino deste dia, a cidade de Heraklion, onde aproveitámos para passear na zona do porto e na parte histórica. Esta tarde a chuva fez a sua aparição, mas felizmente por pouco tempo.

Dizíamos ontem que não tínhamos tido ainda a oportunidade de assistir a uma missa ortodoxa. Pois hoje, ao final do dia, assistimos na Catedral Ortodoxa a um casamento, e a todas os seus rituais.

Grécia – Creta dia 7
Hoje é dia de viagem para outra ilha – Santorini.
Voo para Atenas só às 15h00, o que nos permite visitar durante a manhã o fabuloso museu arqueológico de Heraklion, com um espólio absolutamente incrível! Abre às 08H30, o que nos deu mais um tempo extra para a visita. Fotos não são permitidas, e em todas as salas há vigilantes.
O espaço alberga coleções da Civilização Minoica, período grego antigo e romano, bizantinas e pós-bizantinas.
Tem peças únicas, como o Disco de Festos, que se considera ser um tipo de escrita minoica, ainda sem interpretação.
Nesta época do ano, inverno, as ligações entre ilhas são muito poucas, pelo que temos de regressar sempre a Atenas, para fazer a transição para outra ilha. O voo Atenas-Santorini, foi feito em ATR 72, que deu para matar as saudades dos aviões turbo prop.
Chegada à nova ilha já de noite, e primeiro levantar o automóvel, reservado na Avance, via Discovery Cars, reservar carro. Funcionário muito atencioso, que nos explicou todos os locais a visitar. A seguir, descobrir o hotel. Desta vez a marcação do alojamento estava previamente feita, uma vez que a ilha, sendo pequena, apenas um hotel serve de base. A escolha recaiu no Villamanos em Karterados, um hotel de gestão familiar. Os donos são muito simpáticos e recebem-nos maravilhosamente bem. Já nos disseram que na última noite têm um presente para nós. A ocupação nesta altura do ano é muito baixa. Na ilha faz um vento fresco e os polares dão muito jeito. Amanhã um dia com muito para fazer.
E continuamos caminho por lindas estradas de montanha, onde encontramos de tudo um pouco, desde paisagens de tirar o fôlego, muitas cabras e hoje também alguns burros. Entre as centenas de curvas, dezenas de paragens para tirar fotos e admirar a beleza natural que se apresenta diante dos nossos olhos.
Finalmente chegamos ao objetivo da manhã, a Praia de Elafonisi, uma das mais famosas e impressionantes da ilha, pela sua beleza única e águas rasas cor de turquesa. A sua areia é branca e rosa, sendo que o rosado provém de fragmentos de conchas e corais. Neste período do ano, estava praticamente deserta, e o ambiente estava muito tranquilo e agradável. O dia estava lindo, com uma temperatura de 24 graus e a água deveria estar bem agradável. Algumas famílias chegavam, carregadas de “petiscos” para passar o dia de Natal, num local bem aprazível.
Um simpático gato foi acompanhar-nos pelo passeio no areal, e deliciava-se com as festas durante as paragens que íamos fazendo. No regresso, um cão ainda cachorro, foi-se meter com ele, e o gato valentemente ripostou. Iniciaram uma longa corrida até à árvore mais próxima, e o cão perdeu.
No regresso ao parque de estacionamento mais de uma dezena de gatos nos aguardava. Mais uns sticks. Os gatos abundam por toda a ilha e são bem tratados por toda a população. Certamente por influência bizantina, veneziana e otomana, os gatos são bem-vindos em todo o lado. Os gregos criaram a tradição de respeitar e cuidar dos gatos, que maioritariamente são de rua. Atualmente fazem parte da “paisagem” das ilhas gregas.
O regresso a Chania fez-se por uma estrada mais rápida, e a tarde foi passada a conhecer a cidade, que tem uma história riquíssima. Foi um icónico porto veneziano, e sente-se na sua labiríntica cidade velha, a mistura de culturas que a compõem.
Tem um dos faróis mais antigos do mediterrâneo ainda de pé, e as antigas casas de mercadores que envolvem o porto, dão um








