Continua no CEO a exposição “Também foi para isto que se fez o 25 de Abril”







Se ainda não viu, ou quer rever, a exposição “Também foi para isto que se fez o 25 de Abril”, pode fazê-lo até 08 de novembro, o Centro de Exposições de Odivelas (CEO), todos os dias das 10h00 às 23h00, com acesso gratuito.

O CEO situa-se na Rua Fernão Lopes, 2675-348 Odivelas (Junto aos Paços do Concelho – Quinta da Memória e da Esquadra da PSP).

Sobre a exposição:

A exposição “Também foi para isto que se fez o 25 de Abril”, promovida pela Associação Cultural Ephemera, nasceu como um gesto de memória ativa: um convite a revisitar o passado para compreender o presente e reafirmar o sentido profundo da liberdade conquistada. Mais do que um conjunto de peças, documentos ou objetos, esta mostra constrói um percurso de consciência — um espaço onde a história se reencontra com a vida quotidiana, com as lutas sociais, com os direitos que hoje parecem evidentes mas que foram arduamente conquistados.

Organizada a partir do vasto acervo documental reunido por Ephemera, a exposição revela fragmentos de um país que despertou em 1974 e que, desde então, se reinventou. Cartazes, panfletos, fotografias, publicações e testemunhos compõem uma narrativa plural, mostrando que o 25 de Abril não foi apenas um acontecimento político: foi uma transformação cultural, social e humana que abriu portas à participação cívica, à dignidade no trabalho, à igualdade, à educação, à liberdade de expressão e à construção de uma sociedade mais justa.

Ao destacar episódios, movimentos e vozes que marcaram as décadas pós‑Revolução, a exposição sublinha uma ideia essencial: a democracia não é um ponto de chegada, mas um processo contínuo. Cada documento exposto recorda que os direitos conquistados exigem cuidado, vigilância e compromisso. E que a memória — preservada, estudada e partilhada — é uma das formas mais poderosas de proteger o futuro.

Assim, “Também foi para isto que se fez o 25 de Abril” afirma-se como um espaço de reflexão e responsabilidade. Um lugar onde se reconhece que a liberdade não é apenas celebrada: é vivida, defendida e renovada todos os dias. A Associação Cultural Ephemera cumpre, com esta iniciativa, a sua missão de salvaguardar o património documental contemporâneo e de o devolver à comunidade como instrumento de conhecimento, cidadania e consciência histórica.

No final, o visitante sai com uma certeza silenciosa: o 25 de Abril continua a ser feito — na memória que preservamos, nas escolhas que fazemos e na sociedade que construímos.

 

  • Diário de Odivelas - Redação

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