Diz… correndo Na linha | Episódio 58

Queridos Leitores de Saudades Recíprocas, nos últimos tempos têm acontecido tantos acontecimentos que, acontece eu não saber o que escolher, para vos discorrer.

Temos um novo Papa que, embora não sendo novo, é mais novo do que eu.

Dele se diz que fala diversas línguas, até o Português.

Isso, também eu.

Aquando do Conclave para a sua eleição, ouvi na TV que Portugal tinha quatro cardeais “papáveis”.

Perigosa Língua, a nossa.

Este termo aplico-o às senhoras bonitas, com todo o respeito.

Nascido em setembro é, tal como eu, virgem de signo. Pelo menos.

Também decidiu ser Leão, já com esta idade.

Pois eu sou-o desde que nasci, por ordem do meu pai, que até fumava da marca Sporting.

E fui sócio até ser preciso pagar cotas. Aí, o meu pai achou que era mais importante pôr comida na mesa, porque o dinheiro era pouco.

Mais tarde, já com o meu dinheiro, voltei a ser sócio, e já ultrapassei os quarenta anos de fidelidade à causa.

Por falar em causa, parece que foi por causa de “Nuestros Hermanos” que ficámos sem energia elétrica durante algum tempo, naquilo a que se convencionou chamar de “O Apagão”.

O que me permite modificar o velho ditado que diz que “de Espanha, nem bom vento, nem bom casamento”, acrescentando, “nem boa energia”.

Um dos nossos “responsáveis” veio às televisões dizer que é mais barato comprar energia a Espanha do que produzi-la.

Fico estupefato.

Quem acompanha os meus escritos sabe que tenho casa de família na Aldeia de Fratel, situada oito quilómetros a Norte da barragem, de que ganhou o nome, que produz energia elétrica. Mas o Fratel esteve sem energia elétrica.

Podemos concluir que a dona Eletricidade apenas segue o curso do rio que a fez, como não se libertando do cordão umbilical.

Ele há gente assim.

Veja-se o tal dirigente da Rússia. Continua a ser filho de Putin.

A esse é que devia cair-lhe em cima um…

Apagão

Maldito este apagão,

Nunca tal se viu “nastória”,

Que vem lá do país irmão,

E me deixa sem memória.

 

Queria lembrar-me de ti,

Que já há muito não via;

Esforcei-me, não consegui,

Pois faltou-me energia.

 

Malfadada consequência

Desta civilização;

Nem o avanço da ciência,

Resistiu ao apagão.

 

Felizes são aqueles povos,

Que se juntam nas fogueiras;

Sejam eles velhos ou novos,

Se não faltarem madeiras.

Por cá bastou não sei quê,

Para toda a gente ver,

Que no escuro não se vê,

E só os cegos vão ler.

O adágio da semana é:” Em terra de apagão, manda quem tem lampião”.

Sem clubismo.

P.S. – Este episódio está muito desatualizado. Mil perdões, vos peço.

  • Diário de Odivelas - Redação

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