Nascido em Isna de S. Carlos, no concelho da Sertã, residente durante muitos anos na Pontinha, Carlos Dias, decidiu fazer, em 400 páginas, um retrato das pessoas que cruzaram a sua vida e que retratam também um espaço temporal entre 1884 e 2025. A maioria dessas pessoas nasceu e/ou viveu na Isna, mas também na Aldeia Ruiva, no Casal, nas Fontainhas, nas Maljogas, no Moinho Branco e no Rossio.
“Isna de S. Carlos, Pessoas que cruzaram a minha vida” é mais que histórias de pessoas reais. É um retrato emotivo de terras do interior de Portugal, de aldeias e lugares rurais, onde a vida passava devagar.
Numa das badanas do livro lê-se:
«(…) De repente, como se tivesse visto um lobo a dois passos, levanta-se bruscamente e foge, não sabe para onde.
(…) Queria desaparecer e morrer naquele dia, sem que ninguém o encontrasse
(…) Olhou para umas pedras e decidiu fazer com elas um tumulo para si próprio
(…). O estomago apertava, de vazio que estava.
(…) De um momento para o outro surge-lhe uma nova ideia, talvez uma luz do Altíssimo, nas suas próprias palavras, que inundou todo o seu ser.
(…) veio-lhe uma forte vontade de voltar a casa. (…)
– Então, vens aí Manel? – Sim, minha mãe.
– Tens fome?
– Sim, minha mãe.
– Para onde foste quando teu pai, irritado, te mandou embora?
Quis morrer, minha mãe, mas não consegui. (…)
O livro vai ser apresentado vai no próximo dia 23 de Agosto, na Isna, no almoço da festa do emigrante.
Em outubro vai acontecer a apresentação em Lisboa, em data e local que oportunamente divulgaremos.
O autor
Carlos Dias nasceu na Isna de São Carlos em 1948. Estudou nos seminários das Missões e no Instituto Vaz Serra.
Cumpriu serviço militar obrigatório em Angola, onde trabalhou alguns anos.
Em Lisboa foi funcionário público, especialmente na área dos Registos e Notariado. Tem 2 filhos e 5 netos.
É colaborador voluntário do Diário de Odivelas que lhe envia votos de parabéns, e de sucesso, por esta obra.
São muitas as vidas que se cruzaram com Carlos Dias. Aqui ficam as que o livro retrata:
Abílio Latoeiro (1916-1976) e Conceição (1921-2011)
Acácio da Maljoga (1903-1995) e Nazareth (1898-1982)
Alfredo Alves (1923-2002) e Prazeres (1918-2014)
António Matias (1895-1965) e Madalena (1907-1986)
Carma Benta (1924-1996) e João Bento (1914-1984)
Celeste Morgado (1930-2020), a minha professora
Celestino Dias (1903-2006) e Isaura (1919-1999)
Céu do Pereiro (1933-2020) e Adelino Freire (1925-2011)
Chico Barbeiro / Francisco Alves (1920-2002) e Ermínia (1917-2001)
Fouto Velho/António Maria (1913-2014), Maria Benta (1907-1990) e Benita (1936-2007)
Ilda do Casal (1927-1997) e Amaro Barreto (1927-1983)
Isidro Farinha (1906-1992) e Justina (1905-1994)
Joaquim Catarino (1884-1965) e Maria Farinha Lopes (1884-1961)
José Cardoso (1924-2011) e Deolinda da Cruz (1932-1977)
José Catarino (1915-2005) e Conceição (1924-2016)
José Dias (1898-1985) e Maria do Rosário (1909-1999)
José do Balado (1894-1984) e Delfina (1891-1980)
Manuel Alves (1905-1974) e Natividade (1912-2003)
Manuel Benigno (1912-2002) e Maria Lourença (1906-1987)
Manuel Farinha do Casal (1908-1995) e Júlia (1910-1991)
Maria Barreta (1925-2009) e Artur do Rossio (1922-2007)
Maria do Neto (1922-2008) e Joaquim (1925-2000)
Mestre da Música / Joaquim Farinha (1885-1970) e Luiza (1891-1964)
Olinda de Figueiredo (1914-2012), António Pedro (1905-1952) e Albino Lopes (1922-2017)
Olinda do Rosário (1913-1997) e Luís Dourdil (1914-1989)
Padre António Lopes das Fontainhas (1936-2014)
Padre Elias Lopes das Fontainhas (1926-1987)
Padre Manuel Martins das Cimadas (1887-1958)
Pesserra do Moinho Branco/Manuel Alves Júnior (1915-2002) e Conceição (1906-2006)
Serralheiro da Aldeia Ruiva/Manuel Lopes (1891-1983) e Maria do Carmo (1896-1977)
Tomaz da Maljoga (1891-1974) e Edviges (1882-1960).








