Amnistia Internacional | Dois Minutos para os Direitos Humanos – 09 de janeiro de 2026

1 – GLOBAL

Nos 60 anos da adoção da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, milhões de pessoas em todo o mundo continuam a enfrentar discriminação racial, seja pelas forças policiais, por políticas de migração ou condições de trabalho exploradoras. A Amnistia Internacional documentou como as novas tecnologias digitais estão a automatizar e a consolidar o racismo.

2 – VENEZUELA

É muito provável que a ação militar dos EUA na Venezuela constitua uma violação do direito internacional, incluindo da Carta das Nações Unidas, tal como a intenção declarada de Trump de governar o país e controlar os seus recursos petrolíferos. A Amnistia Internacional está particularmente preocupada com os riscos de uma nova escalada de violações dos direitos humanos no país, resultantes de operações adicionais dos EUA ou das respostas do governo venezuelano.

3 – CONGO

As Forças Democráticas Aliadas (ADF), um grupo armado ligado ao Estado Islâmico, estão a sequestrar e matar civis com frequência alarmante, além de abusar de mulheres e meninas como escravas sexuais. “A comunidade internacional deve intensificar os esforços para apoiar as autoridades congolesas a ajudar as sobreviventes, proteger os civis e investigar e processar os crimes de guerra generalizados das ADF”, alerta Rawya Rageh, da Amnistia Internacional.

4 – NORUEGA

Ellinor Guttorm Utsi, 60 anos, é uma pastora de renas Sámi da Noruega. O povo Sámi é um povo indígena com cultura, línguas e tradições distintas que habita as regiões mais setentrionais da Noruega, Suécia, Finlândia e Rússia. O governo norueguês está a planear construir centenas de turbinas eólicas, o que perturbaria os padrões de pastoreio das renas. Ellinor está a pedir que se pare com a construção das turbinas eólicas, numa tentativa de proteger a sua terra e cultura.

 

5 – ISRAEL

A Amnistia Internacional alertou, em dezembro de 2025, que os Estados deveriam impedir que o navio Holger G – de bandeira portuguesa – que transportava componentes de munições com destino a Israel, atracasse nos seus portos, dado o risco evidente de que a sua carga contribuísse para o genocídio em curso na Faixa de Gaza ocupada, bem como para crimes de guerra e crimes contra a humanidade contra os palestinianos.

Junte-se a nós. Torne-se nosso apoiante www.amnistia.pt/apoiar-amnistia-internacional/

 

 

  • Diário de Odivelas - Redação

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