22 de setembro — Dia Europeu Sem Carros







O Dia Europeu Sem Carros foi oficialmente instituído pela Comissão Europeia em 2000, inspirado pelas primeiras iniciativas francesas que, no final dos anos 1990, testaram centros urbanos sem automóveis por um dia. Desde então, tornou‑se o momento simbólico que encerra a Semana Europeia da Mobilidade, convidando cidades a imaginar um espaço público mais saudável, silencioso e humano.

Hoje, é uma das maiores mobilizações ambientais do continente, reunindo milhares de municípios que, por um dia, suspendem o trânsito automóvel em zonas centrais para mostrar como pode ser uma cidade quando o espaço volta a pertencer às pessoas.

Porque celebramos este dia?

A redução do uso do automóvel particular é uma das medidas mais eficazes para melhorar a qualidade de vida urbana:

  • Qualidade do ar: A poluição atmosférica causa 238.000 mortes prematuras por ano na União Europeia. Grande parte das emissões de NO₂ nas cidades provém do tráfego rodoviário.
  • Ruído urbano: O ruído do trânsito afeta milhões de europeus, com impacto comprovado no sono, stress e saúde cardiovascular.
  • Espaço público: Um carro está parado 95% do tempo, ocupando espaço que poderia ser devolvido à comunidade — passeios mais largos, árvores, ciclovias, zonas de encontro.
  • Segurança rodoviária: Menos carros significa menos conflitos entre modos de transporte e maior proteção para peões e ciclistas.
  • Clima: O transporte rodoviário é responsável por cerca de 25% das emissões de CO₂ da UE, sendo um dos setores mais difíceis de descarbonizar.

O Dia Sem Carros não é apenas simbólico: é um laboratório vivo que mostra como pequenas mudanças de comportamento podem transformar a cidade.

Em Portugal: participação e números

Portugal participa ativamente na iniciativa desde o seu início:

  • Em 2023, 34 municípios portugueses aderiram oficialmente ao Dia Sem Carros, dentro de uma Semana Europeia da Mobilidade que envolveu mais de 3.300 cidades de 45 países.
  • Lisboa, Porto, Braga, Aveiro, Faro e outras cidades têm vindo a testar ruas pedonais temporárias, reforço de transportes públicos e atividades de sensibilização.
  • A participação portuguesa tem crescido, acompanhando o aumento de ciclovias, zonas 30 e políticas de mobilidade sustentável.

O que ganha uma cidade quando reduz carros?

As experiências europeias mostram que:

  • melhora a qualidade do ar e reduz doenças respiratórias;
  • diminui o ruído e aumenta o bem‑estar;
  • reforça a segurança de peões e ciclistas;
  • dinamiza o comércio local;
  • cria ruas mais vivas, verdes e humanas.

Uma cidade com menos carros não é uma cidade menos ativa — é uma cidade mais equilibrada, mais saudável e mais próxima das pessoas.




 

  • Diário de Odivelas - Redação

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