Diz…correndo Na linha | Episódio 61




 




Queridos Leitores que acreditais em milagres, escrevo no dia em que a Igreja Católica celebra a última aparição de Nossa Senhora de Fátima, que terá acontecido em 13 de outubro de 1917.

Porque é premonitório, relativamente ao nosso maior jogador de sempre, capitão da Seleção Nacional A, recordista de tudo e mais alguma coisa, colecionador de milhões e ator de belos anúncios.

E que até é fotogénico.

Mas dizem os tabloides que ele desapareceu.!!!!!!!!!

Ó desgraça….

Ó maldição….

Ó atraso de vida…

O que vai ser das nossas famílias, do progresso da Nação, do ensino universitário, da cura do cancro, do novo aeroporto de Lisboa, do combate aos fungos das unhas, da calvície precoce, das fossas abissais, do forno da lenha comunitário, do Euromilhões, da rotação da Terra em torno do Sol?

Podia estar aqui um ano a destilar desgraças, mas não vale a pena, pois é sabido que a pessoa que está contente com esta “Novela CR7” é o primeiro-ministro, uma vez que assim, o Povo se distrai dos problemas que o afligem deveras.

Há até quem alvitra fazer-se uma sondagem, do tipo “Brexit”, para que seja decidido se ele sai ou não sai.

“Antão e, anquanto ná dechisões, bamoje arrazumire a nubela do Chêerreshete”.

Novela CR 7

Era uma vez um menino,

Que tem um jato privado,

Muito taco, pouco tino,

Por muitos idolatrado.

 

A sua meta na vida,

É chegar ao golo mil;

Mas a cena mal-parida,

Deu-lhe um rótulo de vil.

 

Virou as costas ao treino,

Praticou uma maldade;

Não respeitou forte reino,

Ofendeu a divindade.

 

Os companheiros jogaram,

De forma desinibida;

Não sei se nele pensaram,

Na vitória conseguida.

 

Cada qual tem sua cruz,

Nesta vida temporal;

Mas ofender o Jesus,

É um risco e soa mal.

 

A notícia correu mundo,

E os profetas da desgraça,

Disseram que ele foi ao fundo,

E ninguém mais o abraça.

 

Pois estão muito enganados;

A marca cê erre sete,

Deixa estádios apinhados,

Com dinheiro que promete.

 

E sem esta mais-valia,

Se não entrar carcanhol,

Mais vale voltar ao dia,

De o País ser Espanhol.

 

Com estas lucubrações,

Os mandantes mais espertos,

Abriram os corações,

Mais os braços bem abertos.

 

É assim, como tu vês.

O Jesus de Portugal,

Tropeça no Português,

Mas não cai do pedestal.

 

E o conselho da semana é: Não te deixes ir em certos futebóis.

 Odivelas, 13 de outubro de 2026

José Duarte

  • Diário de Odivelas - Redação

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