Muito bom dia a todas e todos que gastam uns minutinhos a ler estas croniquetas do Zé Maria. Hoje volto a aflorar as eleições autárquicas de 12 de outubro deste ano, assunto de que certamente muito falarei até ao dia das ditas cujas.
Bom, perdoem-me os apartes, mas o Zé é assim, às vezes, no meio de um assunto veem-me há ideia outros que não têm nada a ver com a coisa. Mas que querem? Cá o Zé mesmo assim.
Por falar em 12 de outubro lembrei-me de um acontecimento ocorrido nesse dia no ano de 1972. A PIDE, a polícia política do regime fascista caído em 25 de abril de 1974, assassinou o estudante de direito, José António Ribeiro Santos, militante da Federação dos Estudantes Marxistas-Leninistas (FEM-L), organização estudantil do Movimento Reorganizativo do Partido do Proletariado (MRPP) que deu origem, após o 25 de abril, ao Partido Comunista dos Trabalhadores Portugueses (PCTP/MRPP).
Relembro o acontecimento, nesta crónica, porque é preciso que os “velhotes” como eu não se esqueçam e que as novas gerações, que infelizmente não viveram esses tempos, conheçam algumas coisas do regime que nos governou durante 48 anos e não vão nas “cantigas” dos saudosos do passado com as suas técnicas de adormecer meninos. O Zé tem esperança que os eleitores portugueses reflitam, analisem bem e não se deixem enganar.
Continuando a falar do crime de homicídio cometido pela PIDE, sem que nenhum dos reesposáveis fosse punido. Ribeiro Santos, em conjunto com outros colegas, formou o movimento Ousar Lutar, Ousar Vencer para combater a violenta repressão das autoridades, com o encerramento de várias associações de estudantes. Utilizou muitas vezes a sua casa como local de reuniões, onde se planeavam os próximos passos a dar contra a opressão do regime das quais saiu um encontro de estudantes contra a repressão, que teria lugar a 12 de Outubro desse ano num pavilhão pré-fabricado no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras.
Antes de se iniciar a reunião, os estudantes detiveram um indivíduo no interior da escola, devido à suspeita de que seria um agente infiltrado, tendo alguns chamado a Direcção-Geral de Segurança (o novo nome da PIDE) para fazer a identificação desse indivíduo. A presença dos agentes na escola provocou indignação entre os estudantes, que avançaram contra eles. Um dos agentes, Gomes da Rocha, puxou da arma e disparou contra os estudantes, atingindo Ribeiro Santos nas costas, e José Lamego, que o tentou impedir de disparar, numa perna. Ribeiro Santos foi imediatamente levado pelos estudantes de medicina para o Hospital de Santa Maria, onde faleceu na sala de observações, aos 26 anos de idade.
Mais informações sobre Ribeiro Santos podem ser encontradas na Wikipédia clicando aqui.
Voltando às eleições. Terminado o prazo para a entrega das listas, o Tribunal de Loures recebeu seis candidaturas. Não sei se esta informação é exata, mas foi a que encontrei nas minhas pesquisas.
Nas candidaturas entregues não se veem muitas caras novas, apenas mudanças de lugares.
Falemos dos nomes para a Presidência da Câmara Municipal.
Pelo Partido Socialista, Hugo Martins avança para o seu último mandato.
Na Coligação PSD/AD/CDS volta a concorrer o comentador televisivo e ex-árbitro de futebol nascido na Pontina, Marco Pina.
A CDU -Coligação Democrática Unitária (PCP/PEV) aposta no Vereador Florentino Serranheira.
O CHEGA apresenta o atual Deputado Municipal Fernando Pedroso.
Da Iniciativa Liberal o candidato é o atual Deputado Municipal André Francisco.
BE, PAN e Livre apresentam-se em coligação com o tema “Odivelas com Futuro”, sendo a candidata Inês Pereira.
Agora, é esperar pelos novos capítulos. O Zé promete que vai tentar perceber bem o andamento da coisa.
Por hoje é tudo, aproveitem bem o alívio proporcionado pela diminuição da temperatura, mas não esqueçam as recomendações da DGS e que estão por aí as poeiras do Norte de África.







