Anzol Castiço apresenta no EMAC “A Última Estação”

Nos dias 27 de setembro, 4 e 11 de outubro a Associação Cultural Anzol Castiço leva ao palco do Espaço Multicultural e Artístico de Caneças a peça “A Última Estação”, do dramaturgo brasileiro Álvaro Fernandes, com encenação e dramaturgia de João Simões; Figurinos a cargo do Coletivo Anzol Castiço; Grafismo de Marco Cardoso. Em cima do palco estarão Daniel Tapadas, José Fonseca, Mariana Rochinha e Marta Pina. Reserve já o seu lugar: reservas.emacanecas@gmail.com 

Reflexões sobre o Destino, a Jornada e a Despedida

A Última Estação” é uma peça do dramaturgo Álvaro Fernandes que se destaca no panorama do teatro contemporâneo brasileiro pela sua abordagem sensível e profunda às questões existenciais humanas. Através de uma narrativa envolvente e personagens marcantes, Fernandes convida o público a refletir sobre o tempo, as escolhas e o significado da despedida.

Situada numa velha estação ferroviária, a peça desenrola-se ao longo de uma noite, onde diferentes personagens, com histórias e motivações próprias, se cruzam à espera do último comboio. Cada um carrega um peso invisível: memórias, arrependimentos, sonhos adiados e desejos de redenção. O cenário nostálgico da estação serve como metáfora para momentos de transição e para o próprio limiar entre o passado e o futuro.

Temas Centrais

  • O Tempo: A peça explora a inevitabilidade do tempo e a urgência das decisões, questionando até que ponto somos donos do nosso destino.
  • Solidão e Encontro: Apesar de reunidos num espaço comum, cada personagem enfrenta a sua solidão, encontrando no outro um reflexo dos seus próprios dilemas.
  • Despedida e Esperança: “A Última Estação” aborda a despedida não só como fim, mas também como possibilidade de recomeço e renovação.

Personagens

Álvaro Fernandes cria personagens com grande densidade psicológica: um homem que foge do passado, uma mulher à procura de respostas, um velho ferroviário resignado, e uma jovem que sonha com um mundo diferente. As suas histórias cruzam-se, desvendando segredos e revelando a complexidade das relações humanas.

Estilo e Linguagem

O texto de Fernandes é poético e marcado por diálogos intensos, onde o silêncio e a palavra têm igual importância. A encenação, de João Simões, privilegia ambientes sombrios e instantes de introspeção, em que o espectador é convidado a preencher os vazios com as suas próprias emoções e experiências.

Impacto e Relevância

A Última Estação” consolidou-se como uma referência no teatro brasileiro pela sua capacidade de tocar temas universais através de uma escrita intimista e subtil. A peça convida à reflexão sobre o sentido da vida, o valor das segundas oportunidades e a importância de enfrentar os próprios medos.

Com “A Última Estação”, Álvaro Fernandes oferece ao público uma viagem emocional e filosófica, onde cada espectador poderá encontrar fragmentos da sua própria existência. Trata-se de uma obra que permanece atual e necessária, questionando o que deixamos para trás e o que procuramos à medida que seguimos o nosso caminho.

 

  • Diário de Odivelas - Redação

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