Saúde para Tod@s | Incontinência Urinária na Mulher

A perda involuntária de urina, conhecida como Incontinência Urinária (IU), é uma condição comum, especialmente em mulheres com mais de 60 anos.

A IU ocorre quando a rede de músculos que suporta os órgãos pélvicos e controla o fluxo urinário enfraquece. Essa fragilidade pode levar não só à perda de urina, mas também ao Prolapso Vesical ou Uterino (descida da bexiga ou do útero).

Alguns fatores podem aumentar o risco de desenvolver IU, como o envelhecimento, gravidez prévia, remoção cirúrgica do útero (histerectomia) e histórico familiar da condição.

Existem diferentes tipos de incontinência urinária:

  • Incontinência de Esforço: Caracterizada por perdas de urina ao realizar atividades que aumentam a pressão abdominal, como tossir, levantar objetos pesados ou espirrar. É geralmente causada pela diminuição da força dos músculos do pavimento pélvico, que sustentam a bexiga.
  • Incontinência de Urgência: Manifesta-se por uma vontade súbita e intensa de urinar, sendo difícil chegar à casa de banho a tempo. Pode ocorrer várias vezes ao longo do dia e, por vezes, estar associada a dor.
  • Incontinência Mista: inclui sintomas da incontinência de esforço e de urgência.

A abordagem para o tratamento da IU é variada:

  • A base do tratamento reside frequentemente nos Exercícios de Kegel. Estes exercícios visam fortalecer os músculos do pavimento pélvico, a tal “rede” de suporte. Para realizá-los corretamente, tente interromper o jato de urina ao urinar, sem contrair as pernas ou as nádegas. Mantenha a contração por 10 segundos, relaxe por outros 10 segundos e repita este processo 10 vezes. Tal como qualquer outro músculo, quanto mais exercitar o pavimento pélvico, mais forte ele se tornará.
  • Adotar um estilo de vida saudável também é importante. Recomenda-se evitar o consumo excessivo de café, bebidas gaseificadas e alcoólicas, controlar o peso e deixar de fumar.
  • Caso as medidas iniciais não tragam melhorias significativas, é fundamental consultar um médico, que poderá indicar tratamentos mais específicos, como fisioterapia pélvica, técnicas de eletroestimulação, terapia comportamental, medicamentos ou, em último caso, cirurgia.

Em conclusão, a Incontinência Urinária é um problema comum, mas muitas vezes não diagnosticado. Existem tratamentos eficazes que podem melhorar significativamente a qualidade de vida. Por isso, não hesite em conversar com o seu médico sobre esta questão.

Procure ajuda médica rapidamente se notar sangue na urina, sentir dores fortes e/ou tiver febre, pois estes podem ser sinais de outras condições que requerem atenção imediata.

 

Autora: Maria Gomes; Revisora: Alexandra Campos

 

  • Diário de Odivelas - Redação

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