Diário de bordo – O Nosso hotel preferido – crónica única

O nosso hotel preferido, crónica individual. António Cruz e Ana Fialho, dois apaixonados por conhecer o Mundo e os seus recantos ainda pouco visitados. António, economista e Ana, professora, aproveitam todos as suas férias nesta exploração. Culturas diferentes, interação com os locais, gastronomia e fotografia são as suas preferências nestas descobertas.

O Nosso hotel preferido – crónica única

Hoje vamos falar sobre um hotel georgiano, já muito perto da Rússia, talvez menos de 20 km, na zona montanhosa de Kazbegi, numa pequena localidade chamada Stepantsminda, e com fortes possibilidades de ser considerado um dos nossos preferidos, apesar de só lá termos ficado hospedados uma noite, dado o elevado preço. Atualmente é ainda muito mais caro, mas como fomos em 2021, em plena crise pandémica, os valores foram substancialmente mais baixos, para nossa sorte. Estamos a falar do Rooms Hotel Kazbegi, na Geórgia.

O hotel surpreendeu-nos pela sua localização, pelo seu design e pela sua decoração. Esta conjugação de fatores, torna o espaço absolutamente incrível e mágico. Não dando muita importância aos hotéis onde costumamos pernoitar em viagem, optando quase sempre por soluções económicas, este é um caso, até ao momento, diferente e único, que não será fácil de explicar por palavras. É o único local onde faria 2 dias do chamado “turismo de hotel”.

A localização do empreendimento é algo fabuloso, com uma vista magnífica para vários picos do Cáucaso, com especial destaque para a majestosa montanha Kazbek e para a Icónica Igreja da Santíssima Trindade de Gergeti.

O design, de aspeto cru e algo fabril, foi um excelente trabalho de recuperação de um antigo sanatório, abandonado por longos anos e que em 2012 deu origem a este fabuloso espaço, mantendo a herança arquitetónica soviética do edifício original.

A decoração do hotel foi cuidadosamente pensada para refletir o cenário natural do Cáucaso, a herança soviética do edifício original e o design contemporâneo georgiano.

O piso de madeira no seu interior é feito de madeira de carvalho com mais de 150 anos, sendo que toda a madeira foi reutilizada de estruturas anteriores, mantendo a autenticidade do ambiente, conferindo ao mesmo tempo, um carácter rústico. Em muitas partes do piso ainda é possível ver marcas no soalho de antigos móveis. Vários carrinhos de transporte industrial surgem nos lounges, mesas de trabalho antigas, com as marcas do árduo trabalho a que foram sujeitas, servem de apoio a quem passar algum tempo a ler um livro. Poltronas com o couro desgastado, dão um toque acolhedor a este ambiente. A lareira, acesa apesar de agosto, torna a zona da biblioteca um espaço apetecível para umas horas de leitura. Em todo o hotel, cartazes de propaganda soviética decoram as paredes.

Ao longo de uma lateral do hotel, um gigante deck de madeira, torna-se o ponto de excelência para apreciar toda a beleza natural que nos rodeia, enquanto provamos cervejas locais. A piscina, no piso inferior, com janelas enormes, proporciona a quem se banha nas suas águas quentes, vistas magnificas para as montanhas, ainda pontilhadas de neve nos picos mais altos. Os jacuzzis de água bem quente no terraço inferior, são ideais para relaxar e apreciar toda a natureza que nos rodeia, num relaxamento profundo.

O hotel tem restaurante, com preços bastante aceitáveis. Mesmo sendo verão, ao final do dia são colocadas grandes cestas com mantas, porque a noite fica bem fresca, para quem prefere jantar na rua, a melhor opção. O pequeno-almoço, também nos fica na memória.

Resumindo, este hotel consegue ser muito mais do que apenas um lugar para dormir. É uma experiência imersiva de história e natureza, com uma componente grande de relaxamento e introspeção pessoal.

Depois desta crónica individual, tal a como a da semana passada, voltaremos para a semana às crónicas de viagens, com uma acabada de concluir, já neste verão de 2025, à Coreia do Sul.

 

 

 

 

 

 

 

 

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  • Diário de Odivelas - Redação

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