Diário de Bordo | Ilhas Faroé – dia 3

Hoje, todos os deuses do céu reuniram-se e decidiram presentear estas belas ilhas com uma luz perfeita. Uma manhã sem vento e com uma luminosidade fantástica!

Dia totalmente dedicado à ilha Eysturoy.

Antes de sair, fundamental o pequeno-almoço. Como saímos cedo, a esta hora a sala estava ainda vazia, pelo que ficámos com os lugares premium. Souberam tão bem as tostas mistas a desfrutar daquela paisagem!

Dois túneis depois e estamos na ilha de hoje. Os fiordes estavam espelhos autênticos. As paisagens continuam a surpreender a cada curva. Almoço rápido em local paradisíaco, desta feita com a companhia das ovelhas e da brisa, insuficiente para os aerogeradores funcionarem. Tal como no dia anterior, é circular de carro pela ilha, que nos surpreende a cada curva que passamos, principalmente nas zonas de fiordes.

Visitámos o museu viking  de Blasastova, que ocupa uma antiga casa de lavoura do século XIX. Podemos ver como viviam os habitantes das ilhas em séculos passados, quer na sua vida doméstica, quer nas suas profissões. Apesar de pago, ninguém nos pediu dinheiro, nem vimos local algum para comprarmos os bilhetes.

Na zona de Eioi, ainda se podem ver vestígios da Segunda Guerra Mundial, com casamatas e canhões, que defendiam a entrada dos fiordes.  As ilhas foram ocupadas pacificamente pelo exército britânico em 1940, para evitar uma presença alemã no Atlântico Norte, na chamada Operação Valentine.

Passámos para a alta montanha, com estradas cénicas absolutamente lindas, quer na paisagem quer no seu traçado. Descidas fantásticas até ao mar, onde pequenos vilarejos se cravam nas margens dos fiordes.

Terminada esta ilha, e com um final de tarde magnífico, rápida incursão na ilha onde estamos, para aproveitar esta luz, que acontece poucas vezes por aqui. Um fenómeno talvez térmico, surpreendeu-nos no caminho para a cascata Múlafossur, na vila de Gásadalur, uma das cascatas mais icónicas da ilha, que desce diretamente da falésia para o mar, numa descida de 30 metros. As casas da vila, com os seus telhados de turfa, tornam o cenário idílico. Voltando ao fenómeno térmico, um rochedo marinho ficou de tal maneira envolvido em nevoeiro, que se tornou simplesmente fantasmagórico e lindo.

Nas falésias perto da cascata, por sorte vimos uma das aves mais bonitas e símbolo das ilhas, os papagaio-do-mar, ou os Atlantic Puffin. Não sendo o melhor local, ainda vimos vários casais que nidificavam nas falésias. A maior colónia está na ilha de Mykenes, que não visitámos.

Depois deste final de dia mágico, terminámos  no food truck do fish and chips, que mais uma vez nos soube pela vida.

  • Diário de Odivelas - Redação

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