

O horário de verão em Portugal começa no último domingo de março — este ano, na madrugada de 29 de março de 2026. Os relógios serão adiantados uma hora, marcando o início de dias mais longos e luminosos. A prática tem origem histórica e continua a ser adotada por cerca de 70 países, embora muitos já tenham abandonado a mudança sazonal.
O que é o horário de verão?
É a prática de adiantar os relógios uma hora durante a primavera/verão para aproveitar melhor a luz solar.
Em Portugal, a mudança ocorre:
Horário de verão: último domingo de março (este ano, 29 de março).
Horário de inverno: último domingo de outubro (este ano, 25 de outubro).
Continente e Madeira: relógios passam das 01h00 para as 02h00.
Açores: passam das 00h00 para as 01h00.
Origem histórica
Benjamin Franklin sugeriu a ideia em 1784, para poupar velas.
George Hudson (1895) e William Willett (1907) propuseram versões modernas.
A prática foi adotada pela primeira vez em 1916 pela Alemanha e Áustria-Hungria, durante a I Guerra Mundial, para poupar carvão.
Portugal introduziu o sistema também em 1916.
Motivos para a mudança
Aproveitamento da luz natural ao final do dia.
Redução do consumo energético (embora hoje esse impacto seja debatido).
Alinhamento com o ciclo solar: dias mais longos no verão, mais curtos no inverno.
Diretiva Europeia 2000/84/EC obriga os países da UE a seguir o mesmo calendário.
Países que adotam e que abandonaram
Ainda adotam (cerca de 70 países):
Europa: Portugal, Espanha, França, Alemanha, Itália, etc.
América do Norte: EUA (exceto Havaí e Arizona), Canadá.
América Latina: Chile, Paraguai, Uruguai, partes do Brasil.
Outros: Austrália (alguns estados), Nova Zelândia.
Já abandonaram:
Rússia, Bielorrússia, Turquia (mantêm horário fixo).
Japão, China, Islândia.
Brasil (desde 2019, por perda de eficácia energética).
Controvérsias e saúde
Impactos negativos: alterações no sono, produtividade, humor, e saúde cardiovascular.
Especialistas em cronobiologia defendem manter o horário de inverno permanentemente.
A Comissão Europeia propôs o fim da mudança em 2018, mas não houve consenso entre os Estados-membros








