
O Dia Internacional dos Trabalhadores tem origem nas lutas operárias de finais do século XIX, especialmente nas mobilizações de Chicago, em 1886, quando milhares de trabalhadores reivindicaram a jornada de 8 horas. A repressão que se seguiu — marcada pelos acontecimentos de Haymarket — transformou o 1º de Maio num símbolo global de resistência, dignidade e justiça laboral.
Em Portugal, durante a ditadura do Estado Novo, o 1º de Maio era proibido. As manifestações eram reprimidas, os sindicatos livres perseguidos e qualquer expressão pública de reivindicação laboral era vista como ameaça política. Ainda assim, ano após ano, trabalhadores e organizações clandestinas mantiveram viva a chama da luta, muitas vezes pagando um preço elevado pela coragem de resistir.
Com a Revolução de 25 de Abril de 1974, tudo mudou. O 1º de Maio de 1975 tornou-se a primeira grande celebração em liberdade: um dia histórico em que centenas de milhares de pessoas encheram as ruas, afirmando direitos, esperança e participação democrática. Foi um momento fundador da nova vida coletiva do país — um encontro entre memória, conquista e futuro.
Hoje, o 1º de Maio continua a lembrar-nos que o trabalho é mais do que economia: é dignidade, proteção, igualdade e cidadania. Celebrar este dia é reconhecer quem constrói o país todos os dias e reafirmar o compromisso com condições de trabalho justas, seguras e humanas.
Porque a liberdade também se escreve com trabalho digno.









