
O primeiro dia de abril é universalmente conhecido como o Dia das Mentiras, ou Dia dos Tolos (April Fools’ Day em inglês), uma data marcada por partidas, brincadeiras e, claro, mentiras inocentes. Mas de onde vem esta tradição tão peculiar?
A teoria mais aceite remonta à França do século XVI. Até meados dos anos 1560, o Ano Novo era celebrado de 25 de Março a 1 de Abril, seguindo o calendário Juliano. No entanto, em 1564, o Rei Carlos IX de França decretou a adoção do calendário Gregoriano, que fixava o início do ano em 1 de janeiro.
A mudança não foi instantânea e a informação demorava a circular. Muitos franceses, por desconhecimento ou simples resistência à mudança, continuaram a celebrar o Ano Novo a 1 de Abril. Aqueles que já seguiam o novo calendário começaram a troçar dos conservadores, chamando-lhes “tolos de Abril”. Enviam-lhes convites para festas inexistentes, davam-lhes presentes falsos e pregavam-lhes peças. Uma partida comum na França era colar um peixe de papel nas costas de alguém, chamando-o de “Poisson d’Avril” (Peixe de Abril).
Com o tempo, a tradição espalhou-se pela Europa e pelo mundo. No Reino Unido, a Escócia destaca-se pelas suas celebrações de dois dias, que incluíam o “Gowkie Day” (Dia do Cuco, um símbolo de tolo) e o “Taily Day”, focado em partidas nas costas (como colar um sinal de “pontapé-me”).
Em Portugal e no Brasil, a tradição é celebrar o Dia da Mentira pregando peças e contando histórias falsas a amigos e familiares, sempre com o objetivo de rir no final. É um dia em que a criatividade para a brincadeira é posta à prova.
Apesar das suas origens incertas, o Dia 1 de Abril sobrevive como um momento de leveza e descontração, lembrando-nos que rir é, muitas vezes, o melhor remédio.
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