
O ramo que guarda a esperança
Celebrado quarenta dias após a Páscoa, o Dia da Ascensão marca, na tradição cristã, a elevação de Cristo, símbolo de luz, transcendência e renovação espiritual. Em Portugal, esta data entrelaça‑se com um dos costumes mais antigos do nosso calendário rural: o Dia da Espiga.
Neste dia, colhe‑se o ramo que reúne espiga de trigo (pão), oliveira (paz), papoila (amor), malmequeres (ouro e prata), videira (alegria) e alecrim (força e saúde). Guardado em casa durante o ano, o ramo torna‑se amuleto de esperança, proteção e prosperidade — um pequeno retrato da ligação profunda entre a terra, o sagrado e o ciclo das estações.
Hoje, o Dia da Espiga continua a ser um convite à natureza: caminhar pelos campos, observar a primavera no seu auge, colher simbolicamente o que a terra oferece e agradecer o que renasce.
Que este ramo, simples e luminoso, nos lembre que a esperança também se colhe.
Imagem gerada por IA Copilot da Microsoft








