
Foi a 22 de maio de 1911 que Portugal adotou oficialmente o Escudo como nova moeda nacional, no contexto da reforma monetária da Primeira República. A mudança marcou o fim do Real — que circulava há séculos — e inaugurou um sistema mais moderno, alinhado com padrões internacionais e com a necessidade de estabilizar a economia após a implantação da República.
O Escudo começou por ter um valor definido: 1 Escudo equivalia a 1000 Réis. A nova moeda trouxe também uma renovação estética e simbólica, com figuras da República, navegadores, escritores e elementos do património nacional a surgirem nas notas e moedas que acompanharam várias gerações.
Ao longo do século XX, o Escudo atravessou períodos de instabilidade e de crescimento, reformas económicas, desvalorizações, modernizações tecnológicas e mudanças profundas na sociedade portuguesa. Foi a moeda do Estado Novo, da Revolução de 25 de Abril, da integração europeia e da abertura económica que marcou o final do século.
A sua história encerrou-se oficialmente em 2002, quando Portugal adotou o Euro, culminando um processo iniciado em 1999 com a entrada na União Económica e Monetária. O Escudo deixou então de circular, mas permanece vivo na memória coletiva — símbolo de uma época, de um país em transformação e de uma identidade económica que acompanhou quase todo o século XX.
Hoje, 115 anos depois do seu nascimento, recordar o Escudo é revisitar uma parte importante da história monetária e cultural de Portugal.
Imagem gerada pela IA Copilot da Microsoft









