
Dia 4
O dia de hoje foi para completo relax. Começámos pela Lagoa Azul, no noroeste da ilha, na Península de Akamas. Um sítio lindíssimo, com águas incrivelmente cristalinas, em tons de azul-turquesa. O ambiente natural que rodeia a Lagoa Azul está muito bem preservado, porque o acesso não é nada fácil. Por terra apenas de veículo 4×4. Nós optámos pela viagem de barco, e há vários operadores que o fazem. O bilhete custou 20 € por pessoa, mas foram bem empregues, dada a beleza do local. Ótimo local para snorkel, com uma visibilidade incrível e com a água a uma temperatura fantástica!

Após uma manhã super relaxante e de uma rápida refeição, a segunda parte do dia seria visitar e usufruir da Coral Beach, uma linda praia de areia dourada, pouco comum na ilha, onde grande parte das praias são de seixos. A água estava a uma temperatura excelente, muito cristalina, pelo que passamos uma grande parte da tarde de molho, que nem dois bacalhaus. Continuando o relax, finalizámos a tarde na piscina do hotel. O verdadeiro dia do “dolce far niente”, para recuperar dos dias anteriores e ganhar energia para os dias restantes, cheios de atividade.

Ao entramos no hall do hotel, para aceso ao quarto, ouvimos um miar de gatinho bebé, que já ao pequeno-almoço nos pareceu ter ouvido. Fomos falar com a dona a saber se havia alguma ninhada. Não havia. Havia sim um pequeno gatinho, perdido da mãe, que se escondeu na sala dos computadores e que ela não o conseguia agarrar. Ofereci-me para tratar do assunto. E não é que logo à primeira tentativa o gatinho se deixou agarrar? Muito contente ficou a dona do hotel, quando me viu sair da sala com o gatinho aninhado no meu peito! Passei a ser conhecido no local pelo “Cat whisperer”. Amanhã de manhã vai ser entregue no santuário para gatos, que também iremos visitar.

Com essa visita para o dia seguinte, aproveitámos o supermercado estar aberto para comprar uns sacos de ração, para doarmos ao santuário.
Com o final da tarde, optámos por ver o por do sol junto ao mar. Deixámos o carro no porto, e descobrimos uma “praia” de cimento no paredão do porto, com chuveiros, balneários e várias escadas de acesso ao mar.

Mas o melhor local para ver o sol a deitar-se, é o Castelo de Pafos, um dos monumentos mais emblemáticos da cidade, localizado na entrada do porto da cidade.

Originalmente construído como uma fortaleza bizantina para proteger o porto, foi destruído e reconstruído várias vezes ao longo dos séculos por diferentes civilizações, incluindo os Venezianos e, por fim, os Otomanos, que lhe deram grande parte da aparência atual. Para alegrar a espera, no topo do castelo, um habitante local entretinha os presentes fazendo algo que poderia ir de artes marciais a “parkour”, mas em versão “não percebes nada disso!”. A espera pelo por do sol mereceu bem a pena.

O jantar acabou por ser de novo no Coco’s, onde fomos extremamente bem recebidos pelo dono. Recomenda-se a costeleta de porco!
Dia 5
Último dia na zona de Pafos. A manhã estava reservada para passarmos umas horas no albergue para gatos, o Tala Cats. Este é um dos maiores santuários de gatos no Chipre, localizado perto da aldeia de Tala, talacats. O abrigo acolhe mais de 500 gatos resgatados, oferecendo-lhes alimentação, cuidados veterinários, esterilização e a oportunidade de serem adotados. É uma organização sem fins lucrativos, mantida por doações e pelo trabalho de voluntários. Os visitantes podem passear pelo parque, interagir com os gatos e conhecer o trabalho desenvolvido pela equipa. O santuário está aberto diariamente e também aceita voluntários, patrocínios e adoções, incluindo internacionais. Contribuímos com os sacos de ração adquiridas no dia anterior, e com muitas festas a todos os felinos que vinham ao nosso encontro, e acreditem que eram muitos! Quase todos muito meigos, que se derretiam com a nossa atenção. Os ronrons pareciam uma verdadeira orquestra.

Atividade muito relaxante, mas tínhamos de seguir para perfazer o restante roteiro previsto. Perto do santuário, visitámos o Mosteiro de Agios Neófytos, um dos mosteiros mais importantes da Ilha, fundado no século XII por São Neófytos, o Recluso, que aqui procurou uma vida de oração e isolamento, tendo escavado na rocha a sua própria cela e capela. O mosteiro preserva impressionantes frescos bizantinos dos séculos XII e XV, considerados dos mais importantes da ilha. Paga-se 2 € de entrada por pessoas, mas grande parte do espaço não se pode fotografar.
Seguimos para Kouklia, uma pequena aldeia repleta de história, localizada a 16 quilómetros de Pafos. Esta aldeia surgiu muito perto da antiga cidade-reino de Palaipafos, um dos mais importantes centros religiosos do mundo antigo, com o culto dedicado à deusa Afrodite. As ruínas do antigo Santuário de Afrodite são Património Mundial da Unesco, mas o local pareceu-nos muito destruído e optámos por não fazer a visita ao interior. Acabámos por almoçar num pitoresco restaurante da aldeia, daqueles que se costumam ver nos filmes. Esplanada com mesas quadradas de madeira, cobertas com toalhas de quadrados vermelhos e brancos, antigas cadeiras de madeira, uma pequena jarra com uma flor e um jarro de barro. Estava composto o cenário imaginário de filme. A mussaca que nos serviram, era caseira e estava uma delícia.

Não muito longe, e já na costa, a visita às Petra Tou Romiou, conhecidas como Rochas de Afrodite, imponentes formações rochosas que se erguem do mar. Segundo a mitologia grega, foi neste local que Afrodite, a deusa do amor e da beleza, emergiu das águas do Mediterrâneo, tornando-o um símbolo de romance e beleza natural.

Acabámos por aproveitar uma linda praia de seixos, cuja água tinha uma tonalidade de cor azul linda! Água cristalina e a uma temperatura excelente, tornaram o grande calor da tarde muito mais sofrível.
No regresso a Pafos, e muito perto das Rochas de Afrodite, paragem para admirar a instalação artística do grego Costas Tsoclis, que aqui presta uma homenagem contemporânea ao mito do nascimento de Afrodite. A instalação foi concebida para integrar arte, natureza e mitologia, proporcionando uma experiência visual única sem alterar a beleza natural do local.

Final de tarde na piscina do hotel, e, imaginem onde fomos fazer o último jantar em Pafos? No Coco’s claro está! Desta vez a escolha recaiu em mezze, absolutamente deliciosa. O mezze é uma das experiências gastronómicas mais tradicionais do Chipre. Em vez de um único prato, consiste numa sucessão de pequenas porções que permitem provar uma grande variedade de sabores típicos da ilha. Entre outras coisas provámos queijo halloumi grelhado, hummus, azeitonas, souvlaki (espetadas de carne), sheftalia (salsicha tradicional), entre outras iguarias.







