Chegámos cedo ao aeroporto de Riade, para entregar a viatura e embarcar para Doha no Qatar. Estranhamente o nosso voo não aparecia no placar das partidas. Por sorte, um simpático funcionário da companhia aérea, explicou que o voo tinha mudado do terminal 3 para o terminal 1, e que deveríamos ter recebido uma mensagem. Não recebemos nada…

Voltámos a sair e apanhámos o shuttle para o terminal correto. O terminal 1 está novinho em folha! Senão abriu hoje, abriu no dia anterior. Nalguns recantos ainda se vê muito pó, porque a limpeza ainda não chegou aí. A maioria dos restaurantes não funcionam e ainda têm a mobília resguardada por plásticos. Mas apesar de novo, o voo saiu à hora certa, ao minuto.
A entrada no Qatar para portugueses é muito tranquila, sem necessidade de visto ou pagamento de qualquer taxa. Demora a entrar, porque a fila avança devagarinho. Naquele dia não havia muitos balcões de atendimento abertos.
Trocamos algum dinheiro para emergências, e fica a dica para outros viajantes: trocar na agência de câmbios, antes da máquina onde se adquirem os bilhetes do metro. No lobby do aeroporto carregam bastante nas comissões.
Compra do usual Sim card local e seguimos em direção ao metro. Junto às máquinas para compra de bilhetes do Metro, está sempre um funcionário para ajudar e explicar. Há várias opções, mas optámos pelo cartão recarregável que dá para o metro e autocarro. Cada viagem custa 2 QAR. Na primeira tentativa o pagamento deu erro, segunda tentativa pagamento efetuado. Estranhamente, naquele momento não se conseguiam visualizar os movimentos do cartão Revolut, que utilizámos para pagar o carregamento. Mais tarde, percebemos que fomos cobrados 2 vezes. Durante a tarde dirigimo-nos a uma estação de metro, onde, gentilmente, dois funcionários nos colocaram a falar com a linha de apoio, que prometeu resolver a questão.

Metro muito moderno, em túnel, com a particularidade de ser totalmente automático. Carruagens exclusivas para homens, outras para famílias e senhoras, e ainda uma gold, que não fazemos ideia do que seja. Nos extremos de cada composição de carruagens, há lugares que simulação a condução do comboio, com uma grande janela panorâmica, dando a visão que teria o maquinista, inexistente. Conseguimos esses lugares, só percebendo depois que estávamos na carruagem exclusiva a homens. Mas somos de fora e continuámos, sem nenhum stress.
Check-in no Hotel Central Inn Souq Waqif, alojamento, e conseguimos, com um pouco de conversa com o simpático funcionário de origem indiana, ficar no último andar, piso 12.
Almoço já muito tardio, num restaurante local, onde nos deliciámos com um frango e arroz, que não sabemos sequer o nome do prato. Estava delicioso, e a malga de caldinho de galinha a acompanhar, soube muito bem!
Vamos então conhecer Doha, cidade gigantesca. Passagem fugaz pelo souk Waqif, que fica mesmo ao lado do hotel, e fomos visitar o porto, onde dezenas de vendedores de passeios de barco, tentam angariar clientes para os seus dhow. Concluímos que o passeio, apesar de não ser caro, tem muito pouco interesse, pelo que fomos declinando as várias ofertas.

Queríamos ir para a corniche, zona de West Bay, mas deparámo-nos com uma autêntica odisseia, a descoberta da paragem de autocarro. Tentámos o Google, pessoas locais, não locais…nunca se percebeu onde seria a paragem! Acabámos por ir de UBER, barato e eficaz.
A zona de West Bay, o centro económico e empresarial da cidade, é conhecida pelos seus arranha-céus, com edifícios fantásticos, como a Tornado Tower, A Burj Doha ou a Palm Tower. À noite, muitos destes edifícios têm jogos de luzes, criando um panorama urbano dos mais marcantes do Golfo.

Colocámos no pedido do UBER, o Doha Lights, que seria o primeiro ponto de paragem desta noite. Ficámos perto de um grande jardim, mas luzes…nem vê-las! Perguntámos ao motorista, que encolheu os ombros, colocou a sua cara de inocente número três e perguntou: “lights?”. E aponta para um barco turístico todo iluminado… vamos à descoberta! Percebemos que o espetáculo de luzes não acontece todos os dias, estando apenas algumas zonas do jardim, com pequenos apontamentos de luzes.
Continuámos a pé até à zona dos arranha-céus, onde se tiram umas fotografias noturnas muito interessantes.

Voltámos a chamar um UBER, para visitar uma novidade na cidade, o Crystal Walk, na zona de Gewan Island, pequena península onde o luxo impera. O Crystal Walk é um passeio de 450 metros, onde para além de lojas internacionais, restaurantes e cafés, possui 180 caixas de cristal, embutidas no chão, com variados temas como deserto, mar, floresta, entre outros. O passeio está coberto de iluminação interativa, com estruturas de cristal que mudam de cor à noite. Tem outra característica marcante, que é a de ser um dos maiores espaços comerciais ao ar livre, com ar condicionado, mantendo temperaturas confortáveis durante todo o ano! Centenas de apartamentos e moradias de luxo, grande parte por habitar, rodeiam todo este glamour. Até os jardins são de cristal! Todo o bairro tem sempre música ambiente! A play list de hoje levou-nos a temas marcantes de filmes épicos.

Depois deste banho “luxuoso”, mais um UBER até à estação inicial da linha vermelha do metro. Zona com muitos espaços de restauração e interligação com autocarros, com muitas pessoas circulando. Um food court, o District One, lembrou-nos que ainda não tínhamos jantado. Sendo véspera de Natal, pedimos “bacalhau”, mas já não havia… ficámos pelo falafel. Falando de Natal, ao contrário da Arabia Saudita, aqui vão-se vendo árvores de Natal, ouve-se nas ruas e nas lojas música de Natal, e até já vi algumas pessoas usando o tradicional gorro do Pai Natal.

Depois desta maravilhosa “ceia”, metro até ao bairro de Msheireb, zona pedonal de ligação ao souk Waqif. Hoje carregámos as nossas pernas com 18,5 km pelo que damos o dia por encerrado.







