Se me sinto bem, porque preciso de um médico de família?







Muitas pessoas associam o médico apenas à doença. E, na realidade, grande parte dos médicos têm o propósito de tratar ou, melhor ainda, curar doenças. Mas há uma exceção importante…o médico de família.

O médico de família tem um papel muito mais amplo ao longo de toda a nossa vida — mesmo quando nos sentimos perfeitamente saudáveis. O médico de família é aquele que nos acompanha desde que nascemos até partirmos. Vê-nos crescer, conhece os nossos pais, tios, avós e poderá um dia conhecer, ainda, os nossos filhos e netos.

O médico de família é um verdadeiro guardião da nossa saúde. Guia-nos e aconselha-nos nas nossas decisões, de forma a prevenir consequências negativas no futuro e vigia de forma atenta possíveis problemas silenciosos que possam surgir, antecipando riscos e promovendo o nosso bem-estar.

A atuação do médico de família engloba vários níveis de prevenção:

  • Prevenção Primordial: tem como objetivo evitar padrões de vida sociais, económicos e culturais que contribuem para o aumento do risco de aparecerem doenças (por exemplo, políticas para a redução do sal no fabrico do pão, para a diminuição da quantidade de açúcar nos pacotes de açúcar e as políticas antitabaco);
  • Prevenção Primária: atuação antes das doenças surgirem, para evitar a sua ocorrência, através da promoção da saúde e proteção específica, como a vacinação e a educação uma alimentação saudável e prática regular de exercício físico;
  • Prevenção Secundária: foca-se no diagnóstico precoce e tratamento imediato de doenças em fase inicial, para evitar a sua progressão, através de rastreios, como o rastreio do cancro da mama e do intestino;
  • Prevenção Terciária: tem como objetivo a reabilitação, limitação da invalidez e redução de complicações para melhorar a qualidade de vida, quando a doença já está instalada, como por exemplo a fisioterapia;
  • Prevenção Quaternária: o seu propósito é proteger as pessoas de intervenções médicas desnecessárias ou excessivas, de modo a evitar danos iatrogénicos.

Ter um médico de família não é apenas “ir ao médico quando se está doente”. É ter um parceiro de confiança na gestão da nossa saúde, alguém que nos acompanha, orienta e ajuda a prevenir problemas.

Porque cuidar da saúde não começa na doença — começa muito antes.

Autora: Marta de Azevedo Avelar, USF Génesis

Revisora: Teresa Ribeiro, USF Novo Mirante

ULS Loures-Odivelas

  • Diário de Odivelas - Redação

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